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Wednesday, January 06, 2010

Clássicos do Punk/Hardcore XXIII


PRONG - Primitive Origins - 1987

Egressos da cena do hardcore de NYC já em seu declínio (segunda metade dos anos 80), o PRONG, em Primitive Origins, faz mistura azeitada de hardcore cru com punch e riffs metálicos. Destaque para as faixas Disbelief e In my Veins.

A banda foi formada pelo engenheiro de som do lendário CBGB Tommy Victor (vocal/guitarra), que chamou o doorman Mike Kirkland (baixo) e o ex-baterista do SWANS Ted Parsons.

Em 1991 lançaram o álbum Prove you Wrong, com o baixista Troy Gregory (ex-FLOTSAM & JETSAM). Gregory saiu logo para a entrada de ex-membro do KILLING JOKE Paul Raven.

A banda terminou em 1996, com o último CD, o pouco inspirado Rude Awakening. Parsons se juntou à banda inglesa industrial GODFLESH enquanto Victor excursionou com o DANZIG.

Rumores persistem sobre uma volta da banda.

Monday, May 25, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XXII


CHAOS UK - Chaos UK - 1982

LP de estreia dos pioneiros - ao lado do DISORDER - do hardcore barulhento inglês.

A banda foi formada em 1979 em Portishead, perto de Bristol. No começo o som era Punk Rock rápido e largado. Os membros iniciais foram Simon Gabba (vocais), Andy (guitarra), Kaos (baixo) e Potts (bateria). O grupo passou por incontáveis mudanças na formação, mas sempre com Gabba e Kaos presentes. As letras falam sobre desemprego, recessão econômica, bebidas, falta de confiança no governo, polícia e autoridades.

Na sua carreira de 20 anos eles já excursionaram pelo mundo (incluindo uma turnê pelo Japão, que rendeu um álbum ao vivo) e tocaram com bandas como CORRUPTED IDEALS, EXTREME NOISE TERROR, FINAL CONFLICT, MISERY, NAPALM DEATH, OI POLLOI, SWINGING UTTERS... Também lançaram mais de vinte LPs, EPs, singles, splits, e discos ao vivo.

Friday, January 23, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XIX

BLACK FLAG - Damaged - 1981

Este é o melhor lançamento da banda, mostra uma evolução do punk rock descompromissado incial em direção ao hardcore seminal norte-americano. Depois a metalização excessiva afetou bastante - negativamente - o som do grupo.

A banda nasceu em 1977, em Hermosa Beach, California. O BLACK FLAG é obra do guitarrista e principal letrista Greg Ginn, sempre presente nas várias formações do grupo. Com certeza foi uma das primeiras bandas de hardcore.

Eles elaboraram um som único, que misturava a simplicidade crua dos RAMONES com solos de guitarra atonais e microtonais e mudanças frequentes de tempo. A banda também era conhecida por suas letras fortes, a maior parte bolada por Ginn. Como outras bandas Punks dessa época, o BLACK FLAG foi porta-voz de uma mensagem contra o autoristarismo e o conformismo, as músicas falavam de isolamento, neurose, pobreza, paranóia... Temas que ainda se intensificaram quando Henry Rollins assumiu os vocais em 1981. A maior parte do trabalho do grupo foi lançado pelo selo independente de Ginn, SST Records.

BLACK FLAG foi - e continua sendo - respeitada na cultura underground, com sua promoção incansável de uma atitude "faça você mesmo" consciente. Foram pioneiros na ativação de selos independentes que emergiu entre as bandas Punks dos anos 80.


Wednesday, January 14, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XVI

X - Los Angeles (1980) e Wil Gift (1981) - os dois LPs em um CD

Este CD reúne os dois primeiros (e melhores) LPs desta banda seminal do Punk californiano. Infelizmente, eles nunca tiveram a atenção devida do público para o seu som inteligente e bem-humorado. Formada em 1977 pelo letrista e baixista John Doe e pela sua futura mulher e vocalista Exene Cervenka, que se conheceram num workshop de poesia em Venice, o X ainda contava com o veterano do rockabilly Billy Zoom na guitarra e DJ Bonebrake na bateria. Em pouco tempo a banda ganhou popularidade entre a recém-nascida cena Punk da sua Los Angeles natal. Descobertos por Ray Manzarek, ex-tecladista dos DOORS, foram para o estúdio gravar seu primeiro LP Los Angeles, produzido pelo próprio Manzarek.

Foi curioso, que em uma época onde Punks deveriam detestar hippies, a união do X com um ex-DOORS fosse não só tolerada como elevou-os à categoria de principal banda Punk californiana.

1981 testemunhou o lançamento de Wild Gift, que mantinha a pegada Punk Rock de Los Angeles. Em 1982, o álbum Under the Big Black Sun marcou o início do que seria uma longa carreira misturando hard rock, country e folk. As letras também começaram a dividir espaço entre protesto e os assuntos do coração. Enquanto a banda alcançava audiências maiores, Doe e Cervenka iniciaram projetos no mundo artístico – ele como ator nos filmes Great Balls of Fire e Roadside Prophets, e ela como poeta e artista de spoken-word, colaborando com Lydia Lunch e Wanda Coleman. Em 1983, foi lançado More Fun In the New World. Ain't Love Grand de 1986 balançava para o hard rock. See How We Are, de 1987 foi o predecessor do excelente Live at the Whisky A Go-Go (1988). A banda nunca chegou a acabar oficialmente e, vez por outra, ainda tocam na California. Hey Zeus!, uma coleção de novas canções, de 1993, não faz jus à banda e figura apenas como curiosidade.

É possível ver o X ao vivo em três filmes: o documentário Punk The Decline of the Western Civilization de Penelope Spheeris, Urgh! A Music War, e um filme sobre a banda, The Unheard Music.

Friday, January 09, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XIV


ANTI PASTI - The Last Call - 1981

O melhor álbum dos ingleses do ANTI PASTI conta com uma versão matadora de I Wanna be your Dog do IGGY POP.

A banda começou no verão de 1979, com o guitarrista Dugi Bell e o vocalista Martin Roper. Completando a primeira formação haviam ainda o baixista Stu e o baterista Stan. Seus primeiros shows foram em Derby (cidade nativa da banda), além disso eles também costumavam abrir para o UK SUBS.

Adotando o “faça você mesmo” do Punk a banda gravou e lançou o EP Four Sore Points no seu próprio selo, o Dose Records, vendendo cópias em apresentações locais e por fanzines. Não demorou muito até o ANTI PASTI chamar a atenção do selo Rondelet Records de Mansfield, especialmente após um show memorável no clube Ajanta em Derby, por coincidência a primeira apresentação com os novos membros Will Hoon (baixo) e Kev Nixon (bateria). A Rondelet relançou o EP Four Sore Points no final de 1980 (em vinil branco) e em janeiro de 1981 lançou um disco de 45 polegadas com três músicas chamado Let them Free, em vinil vermelho. Let them Free foi muito bem na parada independente inglesa. Graças a isto o promoter John Curd convidou a banda para participar da legendária Apocalypse Punk Tour com ANTI-NOWHERE LEAGUE, CHRON GEN, DISCHARGE e EXPLOITED. A grande exposição oferecida pela turnê, mais uma capa na Sounds ajudou o LP de estréia The Last Call... a chegar 31ª posição na parada inglesa, onde permaneceu por seis semanas.

O EP seguinte, Six Guns ajudou a manter o ANTI PASTI na parada independente, sendo seguido por shows lotados pela Inglaterra e uma excursão aos Estados Unidos - a banda foi a primeira da segunda geração do Punk inglês a fazer a América. Entretanto, a pressão em cima da banda os levou ao estúdio antes da hora, o que resultou no fraco single East to the West que, apesar das boas vendas, deixou os fãs punks da banda desapontados. Este single também marcou a inclusão de mais um membro na banda, o guitarrista Olly Hoon, mas assim que começaram a turnê para divulgar o LP e single Caution in the Wind as coisas não foram muito bem e o vocalista Roper abandonou o barco logo após o lançamento do álbum.

O grupo ainda continuou por algum tempo com quatro integrantes, com o baterista Kev Nixon assumindo os vocais. Em fato, eles chegaram a gravar algum material, incluindo as músicas Gaoler Bring me Water e Til Victory, apesar de nenhuma delas ter chegado a ver a luz do dia, já que a banda encerrou suas atividades em meados de 1984.