Monday, February 09, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XX


SEVEN SECONDS - Walk Together, Rock Together - 1985

Melhor álbum do SEVEN SECONDS, Walk Together, Rock Together é dividido entre inéditas e faixas gravadas ao vivo no Fenders Balroom (Long Beach, California). A produção limpa e potente de Ian Mackaye (MINOR THREAT, FUGAZI) acentua o sing-along da faixa título e a força de Strength, que termina com vários efeitos vocais estranhos. A versão da banda para 99 Red Ballons dos alemães do NENA se tornou um clássico do Punk.

A banda começou em 1980 em Reno, Nevada, formada pelos irmãos Kevin Seconds e Steve Youth, o primeiro show aconteceu no dia dois de março de 1980. Desde então o grupo continua a compor, gravar e sair em turnês. O trabalho mais recente se chama Take It Back, Take It On, Take It Over!. Atualmente o SEVEN SECONDS permanece como uma das bandas há mais tempo em atividade na cena Punk/Hardcore. Geralmente ligada ao movimento Straight Edge ou Posi-Core o SEVEN SECONDS nunca abraçou ambos movimentos, nem em sua música ou letras.

As primeiras gravações da banda em fitas demo foram relançadas nos CDs Alt.Music.Hardcore e Old School.

O grupo também aparece em várias coletâneas como Cleanse the Bacteria, Not so Quiet on the Western Front, Something to Believe in e Another Shot from the Bracken.

O disco de estreia do SEVEN SECONDS, The Crew, lançado em 1983 pela BYO Records, também vale uma escutada.




Friday, January 23, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XIX

BLACK FLAG - Damaged - 1981

Este é o melhor lançamento da banda, mostra uma evolução do punk rock descompromissado incial em direção ao hardcore seminal norte-americano. Depois a metalização excessiva afetou bastante - negativamente - o som do grupo.

A banda nasceu em 1977, em Hermosa Beach, California. O BLACK FLAG é obra do guitarrista e principal letrista Greg Ginn, sempre presente nas várias formações do grupo. Com certeza foi uma das primeiras bandas de hardcore.

Eles elaboraram um som único, que misturava a simplicidade crua dos RAMONES com solos de guitarra atonais e microtonais e mudanças frequentes de tempo. A banda também era conhecida por suas letras fortes, a maior parte bolada por Ginn. Como outras bandas Punks dessa época, o BLACK FLAG foi porta-voz de uma mensagem contra o autoristarismo e o conformismo, as músicas falavam de isolamento, neurose, pobreza, paranóia... Temas que ainda se intensificaram quando Henry Rollins assumiu os vocais em 1981. A maior parte do trabalho do grupo foi lançado pelo selo independente de Ginn, SST Records.

BLACK FLAG foi - e continua sendo - respeitada na cultura underground, com sua promoção incansável de uma atitude "faça você mesmo" consciente. Foram pioneiros na ativação de selos independentes que emergiu entre as bandas Punks dos anos 80.


Wednesday, January 21, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XVIII


BAD BRAINS - Bad Brains - 1982

Olhando para uma foto dos rapazes de Washington DC (de onde saíram também bandas como MINOR THREAT e SOA) do BAD BRAINS, qualquer um diria que é mais uma banda de reggae. E esta pessoa não estaria errada porque além de tocar um Hardcore dos mais competentes e clássicos os membros da banda também tocavam reggae e dub nos seus álbuns.


Este CD - lançado originalmente em LP, em 1982 – é apontado por Adam Yauch dos BEASTIE BOYS como o melhor álbum de Punk/Hardcore da história. Exageros à parte, contém algumas faixas que fizeram história como Big Takeover, FVK e Sailin´ On, por exemplo.

A banda começou tocando jazz fusion (!!!!!!!) em 1976 com o nome de MIND POWER. Em 1979 um amigo mostrou para Darryl Jennifer (baixo) bandas como DAMNED, DEAD BOYS, RAMONES, SEX PISTOLS. Isso transformaria a banda para sempre. A combinação da sua habilidade musical com o amor pelo Punk deu luz a The Omega Sessions, a primeira gravação misturando Punk e Reggae.

Ah! Parabéns à Trama pela coragem de lançar este CD no Brasil.

Thursday, January 15, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XVII


YOUTH BRIGADE - Sink with Kalifornija - coletânea (1994)


Este CD traz 26 músicas do YOUTH BRIGADE (sete ao vivo no Fenders Ballroom, Los Angeles), uma das primeiras bandas californianas a realmente fazer Hardcore.

A banda começou seus trabalhos em 1980, em Los Angeles, formada pelos irmãos canadenses Adam, Mark e Shawn Stern. Ao mesmo tempo, Mark e Shawn fundaram a Better Youth Organization (BYO). A BYO se dedicava a ser, além de gravadora, também uma promotora de eventos independentes.

Um dos shows memoráveis organizados pela BYO com o YOUTH BRIGADE aconteceu no Hollywood Paladium em fevereiro de 1982 para 3.500 fãs. Após esta apresentação, a banda adentrou o estúdio para gravar suas três primeiras músicas em coletânea de grupos do Sul da Califórnia chamada Someone got their Head Kicked in. O primeiro álbum exclusivo do YOUTH BRIGADE, Sound & Fury veio logo depois. Durante o verão de 1982, o YOUTH BRIGADE comprou um ônibus escolar usado e chamou os amigos do SOCIAL DISTORTION para um projeto inusitado: excursionar pelos Estado Unidos de Oeste a Leste, se apresentando pelo caminho e conhecendo a cena Punk americana. Esta excursão foi acompanhada por uma equipe de filmagem e resultou no legendário documentário Another State of Mind, talvez a melhor peça audiovisual já feita sobre o movimento Punk.

Em 84 mais um disco foi lançado, desta vez o EP What Price. A primeira viagem para a Europa aconteceu logo após, foram 50 shows por Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Holanda, Iugoslávia e Polônia (que incluiu uma apresentação inesquecível em Varsóvia para mais de 5.000 pessoas).


Wednesday, January 14, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XVI

X - Los Angeles (1980) e Wil Gift (1981) - os dois LPs em um CD

Este CD reúne os dois primeiros (e melhores) LPs desta banda seminal do Punk californiano. Infelizmente, eles nunca tiveram a atenção devida do público para o seu som inteligente e bem-humorado. Formada em 1977 pelo letrista e baixista John Doe e pela sua futura mulher e vocalista Exene Cervenka, que se conheceram num workshop de poesia em Venice, o X ainda contava com o veterano do rockabilly Billy Zoom na guitarra e DJ Bonebrake na bateria. Em pouco tempo a banda ganhou popularidade entre a recém-nascida cena Punk da sua Los Angeles natal. Descobertos por Ray Manzarek, ex-tecladista dos DOORS, foram para o estúdio gravar seu primeiro LP Los Angeles, produzido pelo próprio Manzarek.

Foi curioso, que em uma época onde Punks deveriam detestar hippies, a união do X com um ex-DOORS fosse não só tolerada como elevou-os à categoria de principal banda Punk californiana.

1981 testemunhou o lançamento de Wild Gift, que mantinha a pegada Punk Rock de Los Angeles. Em 1982, o álbum Under the Big Black Sun marcou o início do que seria uma longa carreira misturando hard rock, country e folk. As letras também começaram a dividir espaço entre protesto e os assuntos do coração. Enquanto a banda alcançava audiências maiores, Doe e Cervenka iniciaram projetos no mundo artístico – ele como ator nos filmes Great Balls of Fire e Roadside Prophets, e ela como poeta e artista de spoken-word, colaborando com Lydia Lunch e Wanda Coleman. Em 1983, foi lançado More Fun In the New World. Ain't Love Grand de 1986 balançava para o hard rock. See How We Are, de 1987 foi o predecessor do excelente Live at the Whisky A Go-Go (1988). A banda nunca chegou a acabar oficialmente e, vez por outra, ainda tocam na California. Hey Zeus!, uma coleção de novas canções, de 1993, não faz jus à banda e figura apenas como curiosidade.

É possível ver o X ao vivo em três filmes: o documentário Punk The Decline of the Western Civilization de Penelope Spheeris, Urgh! A Music War, e um filme sobre a banda, The Unheard Music.

Tuesday, January 13, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XV


VICE SQUAD - The Very Best of VICE SQUAD - coletânea (2000)


O VICE SQUAD – grupo clássico da segunda leva do Punk inglês - iniciou seus trabalhos em 1978, formado por membros das bandas CONTIGENT e TV BRAKES.

O primeiro registro da banda em vinil foi a faixa Nothing (presente nesta coletânea), em 1979. Esta música fazia parte da compilação Avon Calling. Nothing teve grande execução no programa de John Peel na Radio 1 o que contribuiu em muito para a banda se tornar conhecida em toda a Inglaterra.

O primeiro grande show da banda foi em 1979, no evento Rock Against Racism na Bristol University. Logo depois, uma outra apresentação como banda de abertura para DAMNED e RUTS também em Bristol, ajudou a consolidar o VICE SQUAD como um grupo vigoroso no palco.

As coisas iam bem, mas a “falta de educação” de parte da audiência Punk inglesa causou uma grande dificuldade para as bandas acharem local para apresentações. Em 1980 o VICE SQUAD só fez seis shows! De qualquer forma, no último destes shows (um festival chamado Rock Against Thatcher) integrantes da banda decidiram se unir a alguns amigos e abrir seu próprio selo, desta maneira surgiu o Riot City que lançou no começo de 1981 o EP Last Rockers. Last Rockers teve uma ótima carreira, vendendo mais de 22.000 cópias e chegando a número sete na parada independente britânica. O single seguinte Resurrection também caiu no gosto Punk e chegou a um honroso quarto lugar na parada indie.

Com essas boas colocações na parada, fazendo shows com DAMNED e UK SUBS e tendo o programa repetido várias vezes no show de rádio de John Peel logo surgiu o tão temido convite para assinar com um grande selo. A escolha recaiu sobre o Regal Zonophone – o selo “independente” da EMI – que já abrigava o ANGELIC UPSTARTS e o COCKNEY REJECTS.

O primeiro filho do casamento com a EMI foi o LP No Cause for Concern que, apesar de ter chegado ao número 32 na parada independente nacional, não foi bem recebido pelos integrantes da banda. Com o segundo álbum Stand Strong Stand Proud, o VICE SQUAD chegou pela primeira vez a parada oficial inglesa, 68º lugar em fevereiro de 1982.

Após os álbuns, a hora da turnê obrigatória pelos Estados Unidos e Canadá.

Tudo ia bem mais uma vez quando, no começo de 1983, a vocalista Beki anunciou sua intenção de deixar o grupo. Sendo Beki a “cara e voz” do VICE SQUAD a banda passou por momentos difíceis e foi “gentilmente” dispensada pela EMI. Com isso, foi recrutada uma nova vocalista, Lia.

A volta aos selos independentes foi com a Anagram, que lançou o single Black Sheep (13º na parada independente). Em 1984, o primeiro LP com a Anagram, Shot Away. O álbum, apesar de possuir o resultado sonoro esperado pela banda, não vendeu bem. No meio de 1985 a banda terminou.

Friday, January 09, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XIV


ANTI PASTI - The Last Call - 1981

O melhor álbum dos ingleses do ANTI PASTI conta com uma versão matadora de I Wanna be your Dog do IGGY POP.

A banda começou no verão de 1979, com o guitarrista Dugi Bell e o vocalista Martin Roper. Completando a primeira formação haviam ainda o baixista Stu e o baterista Stan. Seus primeiros shows foram em Derby (cidade nativa da banda), além disso eles também costumavam abrir para o UK SUBS.

Adotando o “faça você mesmo” do Punk a banda gravou e lançou o EP Four Sore Points no seu próprio selo, o Dose Records, vendendo cópias em apresentações locais e por fanzines. Não demorou muito até o ANTI PASTI chamar a atenção do selo Rondelet Records de Mansfield, especialmente após um show memorável no clube Ajanta em Derby, por coincidência a primeira apresentação com os novos membros Will Hoon (baixo) e Kev Nixon (bateria). A Rondelet relançou o EP Four Sore Points no final de 1980 (em vinil branco) e em janeiro de 1981 lançou um disco de 45 polegadas com três músicas chamado Let them Free, em vinil vermelho. Let them Free foi muito bem na parada independente inglesa. Graças a isto o promoter John Curd convidou a banda para participar da legendária Apocalypse Punk Tour com ANTI-NOWHERE LEAGUE, CHRON GEN, DISCHARGE e EXPLOITED. A grande exposição oferecida pela turnê, mais uma capa na Sounds ajudou o LP de estréia The Last Call... a chegar 31ª posição na parada inglesa, onde permaneceu por seis semanas.

O EP seguinte, Six Guns ajudou a manter o ANTI PASTI na parada independente, sendo seguido por shows lotados pela Inglaterra e uma excursão aos Estados Unidos - a banda foi a primeira da segunda geração do Punk inglês a fazer a América. Entretanto, a pressão em cima da banda os levou ao estúdio antes da hora, o que resultou no fraco single East to the West que, apesar das boas vendas, deixou os fãs punks da banda desapontados. Este single também marcou a inclusão de mais um membro na banda, o guitarrista Olly Hoon, mas assim que começaram a turnê para divulgar o LP e single Caution in the Wind as coisas não foram muito bem e o vocalista Roper abandonou o barco logo após o lançamento do álbum.

O grupo ainda continuou por algum tempo com quatro integrantes, com o baterista Kev Nixon assumindo os vocais. Em fato, eles chegaram a gravar algum material, incluindo as músicas Gaoler Bring me Water e Til Victory, apesar de nenhuma delas ter chegado a ver a luz do dia, já que a banda encerrou suas atividades em meados de 1984.


Thursday, January 08, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XIII

BLINK 182 - Dude Ranch - 1997

Aproveitando a porta aberta por GREEN DAY e OFFSPRING, os californianos (como sempre...) do BLINK 182 chegaram ao topo da parada americana com Enema of the State em 1999.

Dude Ranch – lançado em 1997 – foi o CD que começou a chamar a atenção de um público maior para a banda. Com um som menos Pop que Enema of the State, Dude Ranch é uma boa pedida para os que não conhecem o trabalho do BLINK 182 e gostam de um Punk/Hardcore mais melódico (mas não tão “melódico” quanto em Enema of the State).

Quando a banda começou, perto de San Diego, os integrantes eram o guitarrista e vocalista Tom Delonge, o baixista Mark Hoppus e o baterista Scott Raynor. No começo, simplesmente chamada de BLINK, a banda lançou seu primeiro EP em 1993, Fly Swatter. Depois do lançamento do álbum Buddha em 1994, o trio assinou com o selo Grilled Cheese/Cargo e lançou Cheshire Cat no ano seguinte. A ameaça de um processo feita por uma banda irlandesa com o mesmo nome forçou a mudança do nome para BLINK 182.

Durante a Warped Tour (festival de música Punk organizado pela Vans) de 96/97 a banda começou a ganhar exposição, excursionando com PENNYWISE e NOFX. A divulgação proporcionada pela Warped levou o BLINK 182 a fazer parte da trilha sonora de inumeráveis vídeos de skate/surf/snowboard. Logo depois, Dude Ranch foi lançado (1997). Dude Ranch levou os Blinks a assinar com a major MCA, que lançou o quarto CD da banda, Enema of the State, no inverno de 1999. Neste mesmo ano, Travis Barker, ex-membro dos AQUABATS substituiu o baterista Raynor.

Depois de venderem quatro milhões (!) de cópias de Enema of the State, os três brincaram um pouco com a edição limitada de The Mark, Tom, and Travis Show (The Enema Strikes Back) em 2000. O álbum continha os hits ao vivo e uma nova música Man Overboard. Já Take Off Your Pants & Jacket, lançado em 2002, testemunhou a volta do som da banda às suas raízes do Punk Rock do sul da California.


Wednesday, January 07, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XII

VARUKERS - The Punk Singles 1981-1985 - coletânea (1999)


Esta coletânea reúne 24 faixas dos ingleses do VARUKERS em sua melhor fase. É Hardcore inglês característico: três acordes, bateria acelerada, guitarra super distorcida e vocais gritados com letras de protesto.

Os VARUKERS começaram em 1979. A banda era formada por Rat (vocais), Bruce Riddell (guitarra), Tom Lowe (baixo) e Garry Maloney (bateria). Eles se apresentaram em alguns shows locais até despertarem a atenção de um selo regional chamado Inferno, em 1981. O primeiro EP, Protest and Survive, foi lançado em novembro. Logo após o lançamento, Gary deixou o grupo para se unir ao DISCHARGE, sendo substituído por Brian Roe. Os VARUKERS gravaram mais um disco no selo Inferno, um EP de três faixas chamado I don't Wanna Be a Victim, lançado em junho de 1982. Tom Lowe saiu, sendo substituído por George, e a banda continuou até assinar um contrato com o selo Riot City de Bristol. O próximo single a ser lançado foi Die For Your Government. Com a boa acolhida deste lançamento veio o primeiro álbum: Bloodsuckers.

O período que se seguiu foi tumultuado para a banda, com a saída do baixista, do baterista e do guitarrista, deixando apenas o vocalista e líder Rat. Novos membros foram recrutados: Andy Baker e Damien Thompson (ambos ex- WARWOUND) na bateria e guitarra, respectivamente, e Broken Brick no baixo. Com essa nova formação o grupo foi para o estúdio a fim de gravar o EP Led To The Slaughter (lançado em 1983). Dois meses depois foi lançado o histórico mini-álbum Another Religion Another War.

Em agosto de 1984, depois de excursionar pela Alemanha e Holanda, a banda assinou um novo contrato, com a Rot Records de Mansfield. Se seguiram mais alguns problemas com a formação, e Damien e Brick saíram, sendo substituídos por Paul Miles na guitarra e Graham Kerr no baixo. O primeiro lançamento na Rot foi o EP de 12” Massacred Millions (lançado no Brasil em 1986 pela New Face Records). Este EP foi seguido por um álbum ao vivo, que foi gravado na Holanda. Alguns meses depois, Andy Baker saiu da banda para se juntar a Damien Thompson no SACRILEGE. Foi recrutado o novo baterista, Warren, e o grupo retornou para o estúdio a fim de gravar outro LP, One Struggle One Fight, desta vez lançado pelo próprio selo da banda, Liberate Records.

Durante todos esses anos os VARUKERS gravaram várias faixas para coletâneas de selos europeus, além de um single de 7" no selo da banda CONFLICT chamado No Hope Of A Future. In 1985 a banda acabou... até 1993 quando Rat reuniu o grupo com novos membros.

Foi nesta nova fase que os VARUKERS tocaram no Brasil, mais precisamente em maio de 1998.

Tuesday, January 06, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore XI


SUICIDAL TENDENCIES - Suicidal Tendencies - 1983


Este primeiro álbum dos californianos do SUICIDAL TENDENCIES, lançado em 1983, ao mesmo tempo em que é um clássico indispensável, também é o único lançamento dos Suicidal que merece estar na sua coleção. Depois, a banda enveredou pela falta de imaginação do Speed Metal misturada a letras pouco inspiradas.

Formada em Venice, Los Angeles, SUICIDAL TENDENCIES, de certa maneira, definiu o termo skate-punk. O vocalista e líder Mike Muir se destacou neste primeiro álbum ao abordar de forma esperta vários tópicos políticos e pessoais com uma fúria bem focada e bom humor, isto ajudou a destacar a banda no cenário do Punk-Hardcore. Durante os anos 80 o grupo teve vários problemas em Los Angeles com grandes confusões em seus shows.

Muir e o bom baixista Robert Trujillo formaram a banda de Metal/Funk INFECTIOUS GROOVES, que granjeou alguns fãs nos anos 90.

Clássicos do Punk/Hardcore X


REPLACEMENTS - Stink - 1982


Os REPLACEMENTS começaram em 1979, quando Paul Westerberg se juntou a banda Punk formada pelos irmãos Bob (guitarra) e Tommy Stinson (baixo). Originalmente, a banda se chamava os IMPEDIMENTS, mas eles tiveram que mudar o nome para REPLACEMENTS após serem expulsos de um clube onde se apresentavam por mau (péssimo) comportamento.


No começo o som dos REPLACEMENTS lembrava muito o de seus conterrâneos do HUSKER DU, líderes da cena Punk de Minneapolis. Entretanto, os REPLACEMENTS eram mais selvagens e soltos do que os Hüskers e rapidamente se tornaram conhecidos pelos seus shows bêbados e caóticos. Após conseguirem um grande público local, assinaram com o selo Twin/Tone de Minneapolis.

Sorry Ma, Forgot to Take Out the Trash, um bom álbum de Hardcore, foi lançado em 1981, mas não conseguiu causar grande impacto fora de Minneapolis. Ele foi seguido, em 1982 pelo EP Stink, oito faixas de Punk-Hardcore adolescente (basta reparar no nome das músicas: Kids don’t Follow, Fuck School, Stuck in the Middle, God Damn Job, White and Lazy, Dope Smokin’ Moron, Go e Gimme Noise) e com uma sonoridade tipicamente americana.

Nos LPs seguintes a banda começou a diversificar seu som e se afastar da cena Punk até o seu fim em 1991. O líder e vocalista Paul Westerberg ainda conseguiu algum sucesso com duas faixas na trilha sonora do filme Vida de Solteiro em 1992.


Thursday, January 01, 2009

Clássicos do Punk/Hardcore IX


REAGAN YOUTH - A Collection of Pop Classics - Coletânea (1994)
Esta compilação reúne 22 faixas do REAGAN YOUTH. Destaque para as faixas de um a oito.


A banda começou em 1980, na cidade de Nova York quando os membros originais Dave Rubinstein (mais conhecido como Dave Insurgent) e Paul Bakija (Paul Cripple) estavam no segundo grau. Logo após os primeiros shows nos clubes punks de Manhattan eles conseguiram até a façanha de colocar um de seus professores de colégio como roadie.


Os shows locais logo se transformaram em turnês nacionais e o REAGAN YOUTH começou a dividir o palco com AGNOSTIC FRONT, BAD BRAINS, DEAD KENNEDYS, KRAUT e outros grandes nomes da cena punk americana. Sua música refletia o nome da banda - irônica, moleque e engajada. Eles lançaram alguns singles e LPs durante sua existência, que acabou – como não poderia deixar de ser – com a saída de Reagan da Casa Branca.


No final da carreira a banda se desgastou devido ao excesso de turnês e uso pesado de drogas. Insurgent desenvolveu um vício barra pesada em heroína e, após perder sua mãe em um acidente automobilístico e sua namorada para o serial killer Joel Rifkin, se matou em 1993.

Tuesday, December 23, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore VII


PENNYWISE - Unknown Road - 1993


Se o mundo das bandas punks em atividade fosse dividido como campeonatos de futebol, os californianos do PENNYWISE estariam sozinhos na segunda divisão. Depois da primeira divisão, formada pelas cinco “grandes” (BAD RELIGION, BLINK 182, GREEN DAY, OFFSPRING e RANCID) estaria, sozinho na segundona, o PENNYWISE, uma banda que ainda não chegou ao mainstream (talvez nem chegue, vamos torcer) mas tem um grande número de admiradores.


Formada pelo guitarrista Fletcher Dragge e o antigo baixista Jason Thirsk em 1988, o PENNYWISE cresceu no meio da década de 90, em meio ao revival Punk patrocinado por GREEN DAY e OFFSPRING. A banda costuma nas letras passar uma mensagem de confiança e luta. “Nossa música só existe para inspirar as pessoas”, diz o vocalista e principal compositor Jim Lindberg. “Nós queremos que as pessoas ouçam nossa música e se sintam fortalecidas”.

O som do grupo é um Hardcore direto ao ponto, sem firulas e que vem se tornando mais pesado ao longo dos últimos álbuns.

Na modesta opinião deste modesto autor, Unknown Road, lançado em 1993, ainda é o melhor CD da banda. Em Unknown Road percebe-se com clareza como o PENNYWISE entende o Punk: como raiva contra o que está errado e a crença ingênua de que, de uma pequena maneira, nós podemos mudar o mundo.

Altamente recomendados também são os álbuns About Time (95), Full Circle (97), Straight Ahead (99) e Land of the Free (2001).



Monday, December 22, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore VI


OI POLLOI - Fight Back! (LP original de 1986, dividido com o AOA)


Ao contrário do que o nome pode sugerir, os escoceses do OI POLLOI são cabeludos e não limitam sua sonoridade àquele oizinho sem imaginação que conhecemos.

Grande parte das 12 músicas deste CD são Hardcores mid-tempo, e as canções que seguem o ritmo Oi tem uma pegada agressiva que lembra os ois do DISCHARGE em seus primeiros discos.

Letras engajadas, paseiam da ecologia à apatia da cena Punk, passando por mensagens anti-tabaco.
Este CD, lançado pela Bastard Records da República Tcheca, na realidade é uma compilação de dois LPs lançados pelo OI POLLOI em 1985 e 86, respectivamente: o primeiro é um split com o AOA e o segundo – também um split – com o BETRAYED.

Friday, December 19, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore V


OFFSPRING - Smash - 1994


Esse álbum colocou o Hardcore pela primeira vez nas paradas de sucesso, esquemão Billboard e tudo.


Falem o que quiser (se é que alguém ainda leva a sério aquele velho papo de “se vender”), mas o OFFSPRING tem seus méritos. Os californianos construíram uma longa reputação na cena americana – Smash foi o terceiro CD da banda – e estão longe de ser um grupo armado por gravadoras.

O sucesso do OFFSPRING ajudou, e muito, bandas como BLINK 182, GREEN DAY e o próprio BAD RELIGION.

Musicalmente, Smash tem algumas músicas que seguem uma linha de Hardcore melódico (Nitro, Bad Habit, Genocide etc.), outras com uma levada mid-tempo poderosa, alta rotação nas cômicas “Rádio Rock” (Gotta Get Away, Come Out and Play e Self Esteem) e até ska (What Happened to You?). As letras, acima da média, também merecem destaque.

Wednesday, December 17, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore IV


DISORDER - The Complete Disorder - Coletânea (1999)

Hardcore para iniciados. O som do DISORDER é guitarra distorcida, bateria pra lá de acelerada e nenhuma preocupação com apuro musical (é comum o baterista errar algumas viradas etc.).


Este CD contém todos os singles desta banda de Bristol, uma das mais importantes do cenário inglês nos anos 80, tanto musicalmente quanto em ativismo e engajamento no movimento anarquista.

Destaque para a clássica Complete Disorder e Life (que eles tocam ao vivo no documentário UK/DK).


Friday, December 12, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore III


DISCHARGE - The Clay Punk Singles Collection (coletânea) - 1995

Este CD contém todos os singles lançados pelo DISCHARGE até 1985, por sinal, a fase de ouro dessa banda, sem dúvida a mais influente do Punk/Hardcore inglês.
O grupo, que foi além do gueto Punk e é citado como influência por ANTHRAX e METALLICA, foi formado em 1977 pelo vocalista Terry "Tezz" Roberts, seu irmão gêmeo, o guitarrista Tony "Bones", o baixista Roy "Rainy" Wainwright e o baterista Hacko.

No final dos anos 70 a banda ganhou a força e vitalidade do vocalista Cal, Tezz foi para a bateria, substituindo Hacko; o primeiro contrato da banda foi com o recém fundado selo Clay Records, o DISCHARGE lançou o seu primeiro EP Realities of War em março de 1980, seguido no mesmo ano por mais dois EPs, Fight Back e Decontrol. Tezz deixou a banda logo depois, e após gravarem o LP de 12 polegadas Why com um baterista temporário, o grupo nomeou Garry Maloney seu baterista permanente a tempo de gravar o LP Never Again, lançado em 1981 que chegou ao 64o lugar na parada inglesa.

Em 1982, a banda finalmente lançou o tão esperado LP de estréia Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing, que chegou a 40o na parada; logo depois aconteceu uma turnê pelos Estados Unidos, ao voltar para casa a banda lançou mais um single, State Violence, State Control. Bones saiu para formar seu próprio grupo, BROKEN BONES, e foi substituído pelo guitarrista Peter 'Pooch' Pyrtle para o EP Warning: Her Majesty's Government Can Seriously Damage Your Health.

Ao lançar outro EP, The More I See, Pyrtle and Maloney saíram; a coleção de singles Never Again foi lançada em 1984, e com novo guitarrista Les "The Mole" Hunt e o baterista Nick Haymaker, lançaram Ignorance um ano depois. Maloney voltou para o lançamento do LP de 1986 Grave New World, que também apresentava o novo guitarrista Stephen Brooks.

Wainwright foi o próximo a partir, e a banda passou alguns anos no limbo, ocasionalmente lançando material ao vivo de seus dias de glória. Finalmente, em 1991 o grupo voltou com um novo álbum, Massacre Divine, seguido por Shooting Up the World. Em 1997, a formação clássica Cal, Bones, Rainy and Tezz voltou; na mesma época um CD tributo chamado Discharged celebrou a influência eterna da banda. Da mesma maneira, o álbum do METALLICA Garage, Inc. tinha dois covers do DISCHARGE -- Free Speech for the Dumb e The More I See.

Thursday, December 11, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore II


BROKEN BONES - Complete Singles (coletânea) - 1996




Esta compilação reúne todos os singles lançados por esta banda inglesa, uma das primeiras a fazer a fusão da fúria do Hardcore com o som mais trabalhado do Metal.

A banda começou em 1983, formada pelo guitarrista Bones, poucos meses após ele deixar o DISCHARGE, uma das bandas mais influentes da história do Punk. O DISCHARGE teve uma aceitação fora do comum para bandas Punks com o single de Never Again em 1981, e seu álbum de estréia, Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing, que ficou nas paradas inglesas por cinco semanas.

Bones recrutou seu irmão gêmeo Terry Tezz Roberts (que também esteve no DISCHARGE e depois tocou com BATALLION OF SAINTS, MINISTRY e UK SUBS) no baixo, Nobby para os vocais e Bazz para a bateria. A banda excursionou pela Inglaterra até lançar, em janeiro de 1984, um EP com as faixas Decapitated, Problem e Liquidated Brains. O EP chegou ao top da parada independente inglesa.

A banda contava com os serviços do legendário produtor do DISCHARGE, Mike Clay Stone que manteve a crueza do som no lançamento do EP seguinte que continha as músicas Crucifix, Fight the Good Fight e IOU. Este EP também chegou com facilidade no top independente. Por algum tempo até parecia que a banda conseguiria sair do gueto Punk para audiências maiores.


Em 1983 foi solto o inevitável disco ao vivo Live at the 100 Club, uma fusão vigorosa de Hardcore, Metal e apocalipse. Um crítico chegou a descrever a banda como um moderno MC5!

O mini-álbum seguinte, Seeing through my Eyes continha algumas das canções mais fortes da banda: it´s Like, The Point of Agony, Death is Imminent e Decapitated Part 2.

Seeing through my Eyes foi o melhor momento do BROKEN BONES. Algumas mudanças na formação aconteceram e quebraram um pouco a harmonia do gupo. Tezz saiu após o single Crucifix e foi substituído por Oddy. Depois foi a vez de Nobby sair e Oddy também assumiu os vocais. Em 1986 Oddy dançou com a volta de Nobby e Tezz. Foi adicionado um segundo guitarrista, Karl Morris (EXPLOITED) para o disco seguinte F.O.A.D.

Os últimos singles da banda seguiram os passos de F.O.A.D., com seu som característico e agressivo. No fim dos anos 80 a banda encerrou suas atividades. Tezz foi tocar com o MINISTRY, aparecendo no CD ao vivo In Case you didn´t Feel like Showing Up e depois assumiu a guitarra do BATTALION OF SAINTS. Bones, enquanto isso, liderou uma nova geração do DISCHARGE.

Wednesday, December 10, 2008

Clássicos do Punk/Hardcore I


AGENT ORANGE - Living in Darkness - 1981



Impossível ouvir o som dos americanos do AGENT ORANGE e não lembrar de bowls e half-pipes em um dia ensolarado na California (mesmo para quem nunca esteve lá). A mistura de skate rock com pitadas de surf music encontrada neste álbum é um clássico dos anos 80.

Living in Darkness foi gravado em três pequenas sessões durante setembro de 1981. Para capturar a espontaneidade da banda, as bases foram gravadas o mais rápido possível. Metade das músicas foi escrita antes da gravação e já eram tocadas ao vivo. As outras eram idéias musicais incompletas, com arranjos feitos na hora, e as letras sendo finalizadas entre a gravação das bases e dos vocais. A Cry for Help in a World gone Mad foi a única canção gravada sem ensaio algum. A versão ouvida é a da primeira vez em que a música foi tocada do início ao fim.
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As letras de Living in Darkness foram inspiradas, em parte, pelas mudanças que ocorriam na cena Punk norte-americana na época. A atitude vale tudo dos primeiros anos mudava em direção ao engajamento do Hardcore.

O primeiro dia das gravações foi dedicado às bases, gravando bateria, baixo e guitarra, juntos no mesmo estúdio. No dia seguinte, foram registrados os overdubs da guitarra, mantidos num patamar mínimo. Finalmente, na última última noite foram feitos os vocais.

No CD existem três faixas extras (America, Bored of you e El Dorado), gravadas no estúdio Devonsound em San Diego.

Thursday, October 30, 2008

Natureza Humana

A melhor coisa sobre a maioria esmagadora de nossos políticos é que eles são biodegradáveis.